Adoremos a Jesus Sacramentado com mais assiduidade nesses 9 dias!
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terça-feira, 30 de maio de 2023
quinta-feira, 12 de setembro de 2019
OS ADORADORES DE JESUS SACRAMENTADO

Gustate et videte, quoniam suavis est Dominus
– “Provai e vede quão suave é o Senhor”(Ps. 33, 9).
Sumário. Entre todas as devoções, a devoção de Jesus sacramentado é, sem dúvida, depois da recepção dos sacramentos, a primeira, a mais agradável a Deus e a mais proveitosa para nós. Por isso é que todos os santos ardiam de amor a esta dulcíssima devoção. Não te pese, pois, meu irmão, abraçá-la também, e abreviando tuas conversações com os homens, vai freqüentemente entreter-te com Jesus e comunicar-lhe as tuas necessidades. Ganharás talvez mais, num quarto de hora de oração diante do Santíssimo Sacramento, que em todos os mais exercícios devotos do dia.
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A fé ensina, e nós somos obrigados a crer, que na Hóstia consagrada está realmente Jesus Cristo, sob as espécies de pão. Mas devemos ao mesmo tempo estar persuadidos que Ele reside em nossos altares, como sobre um trono de amor e misericórdia, para dispensar as suas graças e mostrar-nos o amor que nos consagra. Quanto são, portanto, agradáveis ao Coração de Jesus os que o visitam freqüentemente e se comprazem em fazer-Lhe companhia nas igrejas! Jesus Cristo ordenou a Santa Maria Madalena de Pazzi que o visitasse trinta e três vezes por dia. E esta esposa tão amada obedecia-Lhe fielmente, aproximando-se do altar o mais que podia.
Deixemos falar as almas devotas, que vão freqüentes vezes entreter-se como o diviníssimo Sacramento e digam-nos os favores, as luzes, as chamas de amor que ali recebem e o paraíso de que gozam em presença do Deus eucarístico. O servo de Deus, Padre Luiz la Nuza, famoso missionário, desde jovem e secular, amava tão ardentemente Jesus Cristo, que parecia não poder afastar-se da presença de seu amado Senhor. Sentia ali tantos encantos que, tendo-lhe seu diretor proibido que ali passasse mais de uma hora, a violência que se devia fazer para obedecer e desprender-se de Jesus Cristo era tal, que parecia uma criança arrancada ao seio materno.
São Luiz de Gonzaga tinha também recebido proibição de ficar diante do Santíssimo Sacramento; e, passando junto do tabernáculo e sentindo-se atraído a ficar, pelos suaves encantos de seu Senhor, violentava-se para se retirar e na ternura do seu amor exclamava: Recede a me, Domine, recede – “Afastai-Vos de mim, Senhor, afastai-Vos”. Era ali ainda que São Francisco Xavier encontrava o repouso após as grandes fadigas nas Índias: consagrava o dia ao bem das almas e a noite passava-a em oração perante o Santíssimo Sacramento. São Francisco de Assis, apenas sentia qualquer aflição, ia imediatamente comunicá-la a Jesus na santa Eucaristia. – Numa palavra, lê as vidas dos santos e verás que todos eram cheios de ardor por esta tão doce devoção, convencidos de que não é possível encontrar na terra tesouro mais amável do que Jesus na Eucaristia.
É incontestável que, entre todas devoções, a adoração de Jesus sacramentado é, depois da frequência dos sacramentos, a primeira, a mais agradável a Deus e a mais proveitosa para nós. Empenha-te, pois, alma piedosa, em abraçá-la, e desprendendo-te da conversação com os homens, vai passar doravante, todos os dias algum tempo, meia hora ou um quarto de hora pelo menos, em qualquer igreja na presença do Santíssimo Sacramento.
Saboreia e vê quão suave é o Senhor. Experimenta e verás o proveito que te resultará desta prática. Sabe que o tempo que passares diante do Santíssimo Sacramento será o que te alcançará mais vantagens durante a vida e mais consolações à hora da morte e na eternidade. Sabe ainda que ganharás talvez mais em um quarto de hora de oração perante a santa Eucaristia, do que em todos os outros exercícios do dia. – Onde é que as almas santas têm formado as suas mais generosas resoluções senão aos pés dos altares? Quem sabe se tu mesmo, um dia, perante o tabernáculo, não tomarás a resolução de te entregares inteiramente a Deus?
Ó majestade e bondade infinita! Vós tanto amais os homens e tendes feito tanto para que os homens Vos amem; como é então que entre os homens se encontrem tão poucos que Vos amam? Não quero mais ser do número daqueles ingratos, como tenho sido no passado. Resolvido estou a amar-Vos quanto possa, a não amar senão a Vós e a Vos provar o meu amor com as minhas freqüentes visitas ao vosso Santíssimo Sacramento. Vós o mereceis e m’o recomendais com tão grande insistência! Quero contentar-Vos. Fazei, ó Senhor, que Vos contente plenamente; é o que Vos peço pelos merecimentos da vossa Paixão. Amo-Vos, meu Jesus, amo-Vos, bondade infinita. Sois Vós toda a minha riqueza, toda a minha delícia, todo o meu amor. – Ó Mãe do belo amor, Maria, ajudai-me a amar sempre e com todas as minhas forças o vosso Filho, e a fazê-Lo amado também pelos outros. (*I 367.)
Meditações: Para todos os Dias e Festas do Ano: Tomo III – Santo Afonso
sábado, 7 de setembro de 2019
ALMA EUCARÍSTICA
Ser uma alma eucarística não significa, apenas, comungar todos os dias ou fazer, de vez em quando, uma hora de adoração. São Luiz Gonzaga comungava uma vez por semana; nós, talvez, comungamos todos os dias. Entretanto, não pretenderemos ter uma alma eucarística como a sua, que durante os três primeiros dias da semana dava contínuas ações de graças pela comunhão recebida e nos três últimos se preparava, fervorosamente, para a comunhão que havia de receber. Era uma alma eucarística!
Alma eucarística era também um Père de Foucauld, ermitão missionário no Saara, apesar de não celebrar a Santa Missa todos os dias, às vezes nem mesmo nas grandes festas. Entretanto, que vida verdadeiramente eucarística não levava ele! Assim, mas em grau muito mais elevado, era a vida de Maria Santíssima: alma eucarística! Mas quais são os característicos de uma tal vida? Naturalmente serão os característicos da vida de Jesus neste mistério adorável: escondimento, ações de graças, obediência, oblação, tudo isso com o selo inefável do amor...
Escondido, humildemente, debaixo dos véus eucarísticos; rendendo continuas ações de graças a Deus seu Pai, em Seu nome e em nome da humanidade inteira; obedecendo, exatamente, tanto à vontade do Pai Eterno, como à do último sacerdote que O chama, distraído ou sem respeito, para sobre o altar, ou que O leva para o coração sacrílego de algum cristão; oferecendo-se, continuamente, ao Pai Celeste, para O glorificar, adorá-Lo e prestar-Lhe reparação pelos pecados do mundo, e oferecendo-se aos homens, em alimento, para os nutrir e preparar para a vida eterna.
E tudo isso, saindo do coração de Cristo, traz o sinete do amor. Não foi outra a vida de Maria. Viveu oculta quase toda a vida, quer no Templo, quer em Nazaré, quer em Éfeso, escondida aos olhares dos homens, assim como Jesus no tabernáculo; agradecendo, de momento em momento, ao Altíssimo as graças imensas a ela concedidas e ao mundo todo; obedecendo, com toda a perfeição, a Deus Nosso Senhor, a seu esposo, José: finalmente, oferecendo-se, sempre de novo, à Trindade Santíssima, em espírito de adoração, glorificação e de reparação pelas faltas dos homens, seus filhos, e oferecendo-se a si mesma a estes seus filhos em espírito de dedicação.
Eis a vida eucarística de Maria, copiada fielmente da vida de Jesus na Hóstia Sacrossanta. Mas é também eucarística a alma gloriosa de Maria, pelo amor que ela dedicou, desde a quinta-feira santa, a seu Filho Divino Sacramentado. Quem poderá descrever as Comunhões que ela recebia das mãos dos apóstolos santos? Se já é maravilhosa a fusão da alma de Cristo com a alma do cristão, que se dirá da fusão íntima da alma do Filho Divino com a alma da Mãe Imaculada!
E com que recolhimento e fervor assistiria ela aos mistérios celebrados pelos apóstolos, que Jesus Cristo mesmo ordenara. Oh! É bem verdade que Maria fica sendo o modelo mais acabado da alma eucarística Por isso compreendemos como, justamente, Congregações de Nossa Senhora tenham adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento, como as Missionárias Franciscanas de Maria, as Religiosas de Nossa Senhora de Lourdes... Por isso todos os bons cristãos, todos os santos têm procurado sempre unir estes dois grandes amores: o amor à Eucaristia e o amor à Virgem Santa. Como o conseguiu plenamente São Pedro Juliano Eymard, o grande apóstolo da Eucaristia! A Venerável Marie Eustelle, a suave santinha do sacramento do amor, o qual era para ela toda a sua respiração, quer na costura, quer nas ruas, quer em casa, quer nas igrejas.
Quão pouco eucarística é a nossa alma, ostensiva, egoísta, ingrata, dissipada, rebelde, esquecida dos interesses do Pai Eterno! Como comungamos? Como assistimos à Santa Missa? Como fazemos as nossas adorações e visitas? Digamos com o inspirado autor das Palhetas de Ouro: 'Há de ser sempre por Maria e com Maria que eu me aproximarei de Jesus Sacramentado'. Unidos, realmente, com Cristo, por meio da Senhora, teremos os sinais da Eucaristia gloriosa. O que não alcançou o grande irmão franciscano São Paschoal Baylon, por meio de Maria, junto ao tabernáculo? Senhora, Mãe de Jesus Cristo, fazei que seja eucarística a nossa alma. Que, imitando as virtudes próprias de Jesus-Hóstia, vivamos cada vez mais sob o influxo suave deste Mistério de amor. Assim seja!
Alma eucarística era também um Père de Foucauld, ermitão missionário no Saara, apesar de não celebrar a Santa Missa todos os dias, às vezes nem mesmo nas grandes festas. Entretanto, que vida verdadeiramente eucarística não levava ele! Assim, mas em grau muito mais elevado, era a vida de Maria Santíssima: alma eucarística! Mas quais são os característicos de uma tal vida? Naturalmente serão os característicos da vida de Jesus neste mistério adorável: escondimento, ações de graças, obediência, oblação, tudo isso com o selo inefável do amor...
Escondido, humildemente, debaixo dos véus eucarísticos; rendendo continuas ações de graças a Deus seu Pai, em Seu nome e em nome da humanidade inteira; obedecendo, exatamente, tanto à vontade do Pai Eterno, como à do último sacerdote que O chama, distraído ou sem respeito, para sobre o altar, ou que O leva para o coração sacrílego de algum cristão; oferecendo-se, continuamente, ao Pai Celeste, para O glorificar, adorá-Lo e prestar-Lhe reparação pelos pecados do mundo, e oferecendo-se aos homens, em alimento, para os nutrir e preparar para a vida eterna.
E tudo isso, saindo do coração de Cristo, traz o sinete do amor. Não foi outra a vida de Maria. Viveu oculta quase toda a vida, quer no Templo, quer em Nazaré, quer em Éfeso, escondida aos olhares dos homens, assim como Jesus no tabernáculo; agradecendo, de momento em momento, ao Altíssimo as graças imensas a ela concedidas e ao mundo todo; obedecendo, com toda a perfeição, a Deus Nosso Senhor, a seu esposo, José: finalmente, oferecendo-se, sempre de novo, à Trindade Santíssima, em espírito de adoração, glorificação e de reparação pelas faltas dos homens, seus filhos, e oferecendo-se a si mesma a estes seus filhos em espírito de dedicação.
Eis a vida eucarística de Maria, copiada fielmente da vida de Jesus na Hóstia Sacrossanta. Mas é também eucarística a alma gloriosa de Maria, pelo amor que ela dedicou, desde a quinta-feira santa, a seu Filho Divino Sacramentado. Quem poderá descrever as Comunhões que ela recebia das mãos dos apóstolos santos? Se já é maravilhosa a fusão da alma de Cristo com a alma do cristão, que se dirá da fusão íntima da alma do Filho Divino com a alma da Mãe Imaculada!
E com que recolhimento e fervor assistiria ela aos mistérios celebrados pelos apóstolos, que Jesus Cristo mesmo ordenara. Oh! É bem verdade que Maria fica sendo o modelo mais acabado da alma eucarística Por isso compreendemos como, justamente, Congregações de Nossa Senhora tenham adoração perpétua ao Santíssimo Sacramento, como as Missionárias Franciscanas de Maria, as Religiosas de Nossa Senhora de Lourdes... Por isso todos os bons cristãos, todos os santos têm procurado sempre unir estes dois grandes amores: o amor à Eucaristia e o amor à Virgem Santa. Como o conseguiu plenamente São Pedro Juliano Eymard, o grande apóstolo da Eucaristia! A Venerável Marie Eustelle, a suave santinha do sacramento do amor, o qual era para ela toda a sua respiração, quer na costura, quer nas ruas, quer em casa, quer nas igrejas.
Quão pouco eucarística é a nossa alma, ostensiva, egoísta, ingrata, dissipada, rebelde, esquecida dos interesses do Pai Eterno! Como comungamos? Como assistimos à Santa Missa? Como fazemos as nossas adorações e visitas? Digamos com o inspirado autor das Palhetas de Ouro: 'Há de ser sempre por Maria e com Maria que eu me aproximarei de Jesus Sacramentado'. Unidos, realmente, com Cristo, por meio da Senhora, teremos os sinais da Eucaristia gloriosa. O que não alcançou o grande irmão franciscano São Paschoal Baylon, por meio de Maria, junto ao tabernáculo? Senhora, Mãe de Jesus Cristo, fazei que seja eucarística a nossa alma. Que, imitando as virtudes próprias de Jesus-Hóstia, vivamos cada vez mais sob o influxo suave deste Mistério de amor. Assim seja!
(Excertos da obra 'A alma gloriosa de Maria', do Frei Henrique G. Trindade, 1937)
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