sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

DOM BOSCO E A PROFÉTICA VISÃO DAS DUAS TORRES QUE SUSTENTAM A IGREJA

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Em 30 de Maio, Dom Bosco contou ter visto em sonho, uma terrível batalha no mar, desencadeada por uma multidão de embarcações, pequenas e grandes, contra um único majestoso navio, símbolo da Igreja. Esse navio, várias vezes atingido, mas sempre vitorioso, era guiado pelo Papa. Ancorou seguro entre duas colunas saídas do mar. A primeira tinha em cima uma grande hóstia onde se liam as palavras “Salus credentium” (salvação dos crentes); na outra coluna, mais baixa, estava a estátua da Imaculada com as palavras “Auxilium Christianorum” (Auxílio dos cristãos).

O sonho da jangada é contado por Dom Bosco em 1866. Arrastados por uma terrível inundação, os jovens, para se salvar, sobem com Dom Bosco para cima de uma jangada e vêem no céu uma palavra misteriosa: “Medoum”. Dom Bosco explicou: “Mater et Domina Omins Universus, Maria” (“Mãe e Senhora de todo o universo, Maria”). Finalmente desembarcados num lugar seguro, a Virgem Maria diz aos jovens: “Se vós fordes para mim filhos devotos, Eu serei para vós Mãe Amorosa”.

Certo dia, o Santo Cardeal Schuster, disse a um salesiano: “Vi reproduzida a visão das duas colunas, que apareceram a Dom Bosco. Diga a seus superiores que a façam reproduzir em imagens e postais e as difundam por todo o mundo católico, porque essa visão de Dom Bosco é de grande atualidade: a Igreja e o povo cristão só se salvarão com estas duas devoções: A Eucaristia e Maria, Auxílio dos Cristãos”.

Dom Bosco, por humildade chamou-a “um sonho”, mas a história confirmou a “profecia do vidente”. “Me parecia que estava sobre um grande rochedo, rodeado pelo mar imenso, agitado pelo bramido e estrondos de uma terrível tempestade…

“Eu vi, saindo desta borrasca enorme, o navio de grande tamanho e no seu bordo o Papa, os Cardeais, os Bispos e Sacerdotes com seu Povo. Em toda aquela vasta superfície de águas, eu vi uma multidão incontável de navios pequenos e grandes, dispostos em ordem de batalha, armados com canhões e cheios de fuzis, de armas de todo o tipo, de material inflamável e também de livros.

Esses navios avançaram contra aquela maior e mais alta que todas as outras, tentando chocar-se contra ela e incendiá-la, para fazer qualquer estrago possível. O mar agitado parece favorecer os atacantes… Em uma das ofensivas eu vi, que foi atingido também o Papa e ficou gravemente ferido perdendo muito sangue…

No meio da imensa extensão do mar, eu vi elevar-se das ondas DUAS ROBUSTAS COLUNAS, pouco distantes uma da outra. No cimo de uma poderia se ver instalada a estátua da Virgem Imaculada Maria, a cujos pés foi pendurado um grande cartaz com esta inscrição: AUXÍLIO DOS CRISTÃOS. Sobre a outra, muito mais alta e de maior diâmetro, está uma HÓSTIA de grande proporção, e abaixo havia um cartaz com as palavras: SALVAÇÃO DOS CRENTES…

A borrasca volta espantosa e o Papa que estava ao leme do navio dirigia todos os seus esforços para que o seu navio levado adiante, até que possa ancorar entre essas duas colunas… Nesta luta terrível morre o Papa. O novo Papa, superando todos os obstáculos, dirigindo a nave corajosamente, põe-se entre as duas colunas. Então sucede uma mudança total: fogem as naus inimigas, se extraviam, se chocam entre si e se despedaçam ou afundam.

Resultado de imagem para o sonho profético de dom bosco sobre as duas torres que sustentam a igreja"No mar reina agora uma grande calma. As naus que combateram valorosamente a favor do Papa, vêem também elas e se amarram junto às duas colunas, reconhecendo que a salvação recebemos pela devoção a Maria Santíssima e Jesus Misericordioso na Eucaristia ”.

Essa visão de Dom Bosco, narrada e resumida brevemente em poucas palavras é também hoje ainda de grande atualidade, quando o mundo aproxima-se a dois mil anos da Era Cristã. Surgem novos provocadores de pânico, falsos profetas e representantes da Nova Ordem Mundial com seus planos e programas camuflados.

Jesus Cristo a todos nos admoesta através dos seus ensinamentos e sua Igreja, governada pelo Papa: “Vigiai e Orai”. “Coragem, tua fé te salvará”. Nossa fé temos resumida na Eucaristia e na devoção a Maria. Salvação dos que crêem e auxílio dos cristãos.

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

A EUCARISTIA, UMA INVENÇÃO DO AMOR.


Palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo a Soror Josefa Menendez. ("Apelo ao Amor", Ed. Santa Maria, 1953, 2a. Ed. Rio de Janeiro, pp. 300-302.)

domingo, 1 de dezembro de 2019

ZELO EUCARÍSTICO

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VII. Que delicadeza de pensamento, de sentimento e de trato dos Santos para com tudo o que diz respeito à Eucaristia.


Nada de pequeno aos seus olhos; nada de descurável e muito menos de desprezível!

Já vimos como a grande Teresa de Jesus estava disposta a morrer mártir, antes que ver negligenciada a mais humilde entre as cerimônias da Santa Missa.

Que fé extraordinária, meu Deus!

O Santo Cura D’Ars costumava rezar o divino ofício ajoelhado diante do Tabernáculo, sem apoio algum, de breviário na mão, com uma compostura de Anjo, um recolhimento de Querubim. Já andava o povo convencido de que o seu Santo Vigário, com os próprios olhos, contemplava a Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento.

São Francisco de Sales, achando-se na igreja, não ousava sequer tanger as moscas e preferia, por vezes, que fizessem sangrar a calva cabeça, antes de faltar com o devido acatamento.

Que dizer, então, da atitude e arrebatamento com que São José Benedito de Labre permanecia sete ou oito horas, imóvel como uma estátua, diante do seu Amor Sacramentado? E não tinha sobre si apenas moscas, senão também outros seres a atormentá-lo!

O mansíssimo São Vicente de Paulo, perturbava-se e ardia de zelo ao observar genuflexões mal feitas diante do Santíssimo Sacramento, genuflexões que ele apelidava de “marionetes”.

São Conrado, Bispo de Constança, tamanho respeito sentia para com os polegares e índices com que tocava no adorável Sacramento, que algumas vezes Nosso Senhor, para premiar-lhe a fé, permitia que esses quatro dedos, durante a noite, se tornassem luminosos.

São José de Cupertino desejava dispor de outro par de índices e polegares, que pudesse tirar e colocar à vontade, a fim de servirem apenas para tocar na Carne do Salvador.


***

Livro: A Alma Eucarística
Autor: Fr: Antonino de Castellammare, O.F.M. Cap.
Páginas: 301-302
Capítulo IV - 2º Regra: A Delicadeza Eucarística.

sábado, 30 de novembro de 2019

NOVEMBRO – MÊS DE SOCORRER AS ALMAS DO PURGATÓRIO

MÊS DAS ALMAS DO PURGATÓRIO 
Sancta et salubris est cogitatio pro defunctis exorare,
ut a peccatis solvantur.

É um santo e salutar pensamento orar pelos mortos,
para que lhes sejam perdoados os seus pecados (2 Mac 12, 46).

A devoção às almas do purgatório é muito agradável ao Senhor, e utilíssima a quem a pratica. Jesus Cristo ama imensamente essas almas e suspira pelo momento em que as possa estreitar contra o peito; e as santas prisioneiras mostrar-se-ão gratas para com aquele que lhes obtém o livramento do seu cárcere ou ao menos algum alívio nas suas penas. Sufraguemos, pois, constantemente as almas do purgatório, particularmente no mês consagrado à sua memória.  É tão fácil oferecer, em sufrágio das benditas almas, alguma esmola, algum jejum ou qualquer outra mortificação. Para o mesmo fim frequentemos os santos sacramentos, fazendo uma sincera confissão, uma santa comunhão e, sendo possível, algumas vezes por semana a Via-Sacra. Mas, sobretudo assistamos por elas, o mais possível, à Santa Missa, e, se o permitir a nossa condição, mandemos celebrar alguma Missa, que é o sufrágio mais proveitoso às almas. Afirma S. Jerônimo que “cada Missa devotamente celebrada faz sair várias almas do  purgatório” e em outras partes “as almas que penam no purgatório, pelas quais o sacerdote ora durante a celebração da Missa, não sentem as penas enquanto durar a celebração”.
E é também neste mês que a nossa boa mãe, a Santa Igreja, dá os seus tesouros de indulgências para ajudar as almas. O Papa Leão XIII (17 de jan. de 1888) concedeu a todos os fiéis que cada dia do mês de novembro, em público ou em particular, se aplicarem em socorrer as almas do purgatório, por exercícios de piedade, as indulgências seguintes, aplicáveis às mesmas almas: 7 anos e 7 quarentenas uma vez cada dia do mês de novembro e plenária cumprindo as condições de costume num dia do dito mês à escolha da pessoa. Com as mesmas condições todos os fiéis podem lucrar uma indulgência plenária, quantas vezes visitarem uma igreja, ou capela ou oratório públicos, no dia 2 de novembro, rezando cada vez 6 Padre-nossos e 6 Ave-Marias e 6 Glória ao Padre (decr. 26 de junho de 1914). Esta indulgência não está fixa ao dia 2 de nov. mas ao dia em que se celebrar cada ano a comemoração de todos os fiéis defuntos (13 de nov. de 1916).
Faça o download do livro
para auxiliar estas almas que tanto precisam de nossa ajuda!

30º. E DIA SEGUINTE. NOV – MÊS DAS ALMAS DO PURGATÓRIO

Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
livro de 1943
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)
DIA 30
III. Evitar também o pecado venial
Ainda uma lição só, uma das mais úteis para minha alma.
É a queixa que se ouve de quase todas as almas do Purgatório, pois quase todas sofrem por não terem compreendido bas­tante o alcance do pecado venial.
«Nós dizíamos na terra: É um simples pecado venial, e nos deixávamos levar por esse pendor de nosso coração, nos deixávamos ganhar por essa pequena sa­tisfação dos sentidos. Mas, como se dis­sipou essa ilusão, quando, à hora da mor­te, vimos, na luz do Senhor, as lamentá­veis consequências dessas faltas!
Felizes, todavia, por não nos terem sido de mais terríveis consequências! Sim, esses pecados veniais podiam nos conduzir ao inferno.
Os pecados veniais não condenam, é certo, mas, com inteligência, com malícia, em grande número e sem que se os apa­gue com a devida penitência, conduzem pouco a pouco, por um declive insensível, mas resvaladiço, ao pecado mortal que condena.
Conduzem a esse termo fatal pelo en­fraquecimento progressivo de todas as forças vivas da alma:
Pela diminuição do horror do mal;
Pela excitação e desenvolvimento das paixões;
Pela subtração de certas graças espe­ciais de distinção;
Por mil caminhos a um tempo.
E quando a alma, neste estado, não se converte, muitas vezes só a morte, vindo-lhe ao encontro, pode livrá-la de rolar até o fundo do abismo: porém, oh! Deus nem sempre usa a misericórdia de enviar a morte bastante cedo para prevenir que o homem nessa voluntária cegueira consu­ma a sua desgraça!
Deus nos fez esta graça: deu-nos a morte em hora oportuna; mas, terrível castigo o nosso! que dura expiação a que sofremos!
A cada um dos nossos pecados veniais corresponde uma medida de penas. E, se Deus contou em nossa consciência milha­res de pecados veniais, qual será o rigor e a duração das penas que ainda nos estão reservadas!
Considerai também, ó amigos que na terra vos interessais por nós, considerai que o Purgatório não é o castigo só dos pecados veniais, ainda subsistentes na hora da morte, mas o castigo de todos os pecados perdoados e não expiados.
Oh! vivei, pois, na justiça, na santidade no temor de Deus!
Vós, que amais, evitai nossa triste sorte: sofrereis muito!»
DIA SEGUINTE
Perseverança em Orar pelos Mortos 
Ao cabo deste mês, consagrado às Almas do Purgatório, me é permitido levantar os olhos ao Céu e perguntar a mim mesmo, se, com as minhas orações de todos os dias por essas almas, com a minha assidui­dade em lhes dar, todos os dias, a parte satisfatória de minhas obras e aplicar-lhes as indulgências que lucrei, não teria eu contribuído para que alguma delas fosse chamada a gozar da visão de Deus?!
Oh! se assim fosse, meu Deus, se eu pudesse dizer: Há no Céu, a esta hora, uma alma que me deve o seu resgate do Purgatório: uma alma que fala de mim ao bom Deus, que o glorifica em meu nome, que por mim louva e ama a San­tíssima Virgem! se assim fosse, quanto seria eu feliz!
Só poderei sabê-lo por um milagre, e esse milagre, eu não o peço: mas, o que sei e ouso afirmar é que, cedo ou tarde, se continuar as minhas orações, meus su­frágios, o dom generoso dos próprios mé­ritos que para mim só posso reservar, e se, ao mesmo tempo, eu me conservar em estado de graça, um dia gozarei essa ale­gria de ter resgatado uma alma do Purgatório.
Não quero, portanto, deixar de interes­sar-me por essas almas desditosas! Vai nisso, a glória de Deus; vai nisso minha salvação também!
Em algumas comunidades, vê-se à porta da capela ou do refeitório, um quadro com o título de sorteio espiritual em favor das Almas do Purgatório.
Aí, precedidas por um número ordinal, são designadas por uma denominação par­ticular muitas das Almas do Purgatório.
Abaixo do quadro, numa caixinha ou bolsa, está uma série de números corres­pondente à do quadro e, todas as segun­das-feiras, cada Religioso, ao passar, tira um desses números, e deve, durante a semana, aplicar o fruto de suas orações e obras à alma que assim lhe é designada.
Reproduzimos uma parte deste quadro, que poderá servir para direção de nossas intenções.
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Trecho extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

29º. NOV – MÊS DAS ALMAS DO PURGATÓRIO

Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
livro de 1943
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)
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II. Reparar os pecados pela penitência
Santa Brígida viu, um dia, ante o So­berano Juiz, uma alma do Purgatório, que estava trêmula e confusa e a quem era intimada que declarasse publicamente os pecados que não tinham sido seguidos de penitência suficiente e que lhe haviam me­recido a punição que sofria.
A alma exclamava com uma voz que cortava o coração: Infeliz de mim, infeliz! — e em soluços, fazia a enumeração de tudo o que a manchava e prendia tão longe do Céu.
Não reproduziremos essa visão, mas dela extrataremos a relação das principais faltas que, como vermes roedores, torturam uma pobre alma do Purgatório.
«Perdi meu tempo, esse tempo bem pre­cioso do qual todos os momentos podiam servir para expiar meus pecados, praticar uma virtude, merecer o Céu: eu o perdi em conversações fúteis, em ocupações banais e sem objeto, em leituras recrea­tivas demasiado prolongadas; — é por isso que sofro!
Esqueci por negligência minhas penitên­cias sacramentais: as fiz mal por dissipação, e aceitei-as sem espírito de fé: — é por isso que sofro!
Caí em murmurações contra meus supe­riores, meu confessor, meus parentes; mur­murações leves, sem dúvida, mas partidas do amor próprio magoado, da falta de res­peito, do ciúme; — é por isso que sofro!
Consenti em pensamentos de vaidade a respeito do trajar, sobre os acessórios da casa, acerca de predicados de família; vesti-me com orgulho, segui as modas com ostentação, afetei um asseio exagerado; — é por isso que sofro.
Eu me proporcionei, sem nenhuma ne­cessidade, pequenas sensualidades durante minhas refeições e fora delas, num viver voluptuoso e descuidado, num zelo exces­sivo do bem estar, no abuso do descanso corporal, na fuga de tudo que natural­mente modificaria os sentidos;— é por isso que sofro!
Em conversação, atirei ditos espirituosos com o fim de ser elogiado, apreciado, distinguido, e para brilhar mais que os outros; — é por isso que sofro!
Faltei à caridade que me chamava em socorro do próximo: faltei à caridade, deixando de o consolar, de o defender, de o aconselhar ao bem; conservando volun­tariamente um pequeno pensamento de rancor, de inveja; — é por isso que sofro!
Omiti por negligência e incúria muitas comunhões que me eram permitidas: fui remisso em minhas devoções, pouco apli­cado em meu terço e na oração; — é por isso que sofro!»
Meu Deus! como estas confissões me instruem!
Orações
PARA CADA DIA DO MÊS
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Trecho extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

ORAÇÃO REPARADORA AO SANTÍSSIMO SACRAMENTO


Vamos consolar Jesus com esta oração Reparadora. Quando puder visite Jesus no sacrário e reze esta oração. Você consolará Jesus e alcançará muitas graças!

ADOREMOS!


view 295×393 pixelsAdoremos o Santíssimo Sacramento, por toda a eternidade!

Louvai ao Senhor todas as nações, louvai-o todos os povos! Porque sua misericórdia para conosco é sem limites, e eterna é a sua fidelidade!

Glória ao Pai, e ao Filho e ao Espírito Santo. Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos, dos séculos. Amém. 

28º. NOV – MÊS DAS ALMAS DO PURGATÓRIO

Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
livro de 1943
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)
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LIÇÕES DADAS PELAS ALMAS DO PURGATÓRIO
DIA 28
I. Horror ao pecado
Que boas lições, diz o Padre Faber, po­demos retirar da meditação do Purgatório!
A primeira, a que domina todas as ou traz, é o amor da pureza, em geral, e como consequência, o temor de ofender a Deus, a fuga das ocasiões do pecado, — o desejo de mortificar-se para expiar as próprias faltas, — o zelo em ganhar as indulgências.
Apenas desprende-se do corpo, a alma se encontra, sem poder explicar como se dá isto em face de Deus, a quem vê, a quem conhece… e sente-se naturalmente atraída a ele com uma violência que nada tem de comparável na terra… Mas, de re­pente, revela-se-lhe a pureza de Deus, — essa pureza que é alguma coisa de indizível em linguagem humana, e, conhecendo-se ainda maculada, embora levemente, concebe tal horror de seu estado e logo tal desejo de se purificar para se unir a Deus, que se precipita incontinente nas chamas do Purgatório onde espera a sua purificação.
Assim entende Santa Catarina de Gê­nova, a qual acrescenta: «Se esta alma conhecesse outro Purgatório mais terrível, em que se purificasse mais depressa, aí é que ela se arrojaria na veemência de seu amor por Deus. Havia de preferir mil vezes cair no inferno a comparecer ante a Divina Majestade com a mais ligeira mancha.»
E, no Purgatório, essa alma justa e amante deixa de olhar tudo o mais para fixar duas coisas: a pureza de Deus a quem ama, e a necessidade de se tornar digna dessa pureza.
Entretanto, sofre, e sua dor é tanto mais viva quanto ela ignora completamente quando cessará o exílio que a tem longe de Deus! Diz ainda Santa Catarina: «É tão cruciante a pena, que a língua não pode exprimi-la, nem a inteligência con­ceber-lhe o rigor. Conquanto Deus em sua bondade me tenha permitido entrevê-la um instante, não a posso descrever… Todavia, se uma alma, que ainda não está purificada, fosse admitida à visão de Deus, sofreria dez vezes mais do que no Purga­tório; porque não estaria em condições de acolher os efeitos dessa bondade ex­trema e misericordiosa justiça. »
Não é verdade que tal doutrina nos faz temer a menor falta e amar cada vez mais a pureza? Roguemos às almas do Purgatório que nos alcancem o horror do pecado.
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Trecho extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

27º. NOV – MÊS DAS ALMAS DO PURGATÓRIO

Retirado do livro
Mês das Almas do Purgatório
Mons. José Basílio Pereira
livro de 1943
(Transcrito por Carlos A. R. Júnior)
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DIA 27
Quarto meio: — O ato heroico
Um derradeiro meio que encerra em si todos os outros é o ato heroico, que con­siste em aplicar às almas do Purgatório tudo de que podemos dispor em nossas orações e obras pessoais, e ainda em ceder-lhes a aplicação que nos tocar das orações e obras de outros.
O ato heroico é o mais próprio das al­mas que só se julgam felizes quando, de­pois de haverem dado tudo, dão-se a si mesmas; por isso a instituição desse ato foi bem aceita e ele é praticado com fervor.
Demais, esse ato não empobrece a nin­guém; antes, centuplica o mérito de todas as nossas boas obras. — O mérito de uma obra procede, com efeito, da caridade, e quanto maior caridade houver em uma ação, mais meritória será ela para quem a faz. Ora, haverá na vida cristã ato mais cheio de verdadeira caridade do que aquele, pelo qual, despojando-nos de todo o mé­rito satisfatório de nossas orações e boas obras, nós o oferecemos a Deus para que o aplique, ele mesmo, às almas do Purgatório?
Esse ato heroico centuplica o fruto impetratório de nossas boas obras. Quan­do pedimos a Deus uma graça, não somos sós a pedir; milhares de almas, as almas em beneficio das quais fizemos esse ato, pedem conosco: pedem do Céu, se já o gozam; pedem do Purgatório, se ainda nele estão!
O ato heroico pode ter a seguinte fór­mula:
«Para vossa gloria, ó meu Deus, e para imitar o mais possível o generoso Cora­ção de Jesus, meu Redentor, e também com o fim de mostrar minha dedicação à Santa Virgem, minha Mãe, que é também Mãe das almas do Purgatório, deponho em suas mãos todas as minhas obras sa­tisfatórias, assim como o valor de todas as que houverem de ser feitas em minha intenção depois de minha morte, para que Ela aplique tudo às almas do Purgatório, segundo sua sabedoria e à sua discreção.»
Esse ato dá aos sacerdotes altar privilegiado todos os dias do ano; aos fieis, uma indulgência plenária com que podem livrar uma alma do Purgatório todas as vezes que comungam e todas as segundas-feiras, ouvindo a santa Missa pelos de­funtos, contanto que visitem nesse dia uma igreja, e orem segundo as intenções do Sumo Pontífice; além disso, podem apli­car aos mortos todas as indulgências que, pela letra das concessões, não lhes fossem aplicáveis.
Quem recusará fazer esse ato, ato de ge­nerosidade, por certo, mas também ato que a Igreja remunera com tanta largueza e a que Deus será reconhecido no Céu?
Eu faço-o em toda a sua extensão: digo com alegria essa fórmula que me é indi­cada, e formo a intenção de renová-la, ao menos de coração, em todas as minhas comunhões.
Que não faria eu, meu Deus! que não daria eu com o fim de contribuir para vossa glória e poupar o sofrimento a meus defuntos tão pranteados!
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Trecho extraído do livro – Mês das Almas do Purgatório – Mons José Basílio Pereira – 10a. Edição – 1943 – Editora Mensageiro da Fé Ltda. – Salvador – Bahia

Jesus eu Vos amo em todos os Sacrários da terra, vinde ao meu coração, vinde vivei em mim e transformai-me!